Mediação familiar online
Mediação familiar para famílias com filhos adultos: irmãos que não conseguem decidir sobre os pais ou sobre a casa, casais que se separam depois de muitos anos e não sabem como o dizer aos filhos. Sessões online, com alguém neutro na sala, que faz a conversa chegar ao fim e ao papel.
30 minutos · online · só consigo · sem custo e sem compromisso · ninguém mais precisa de saber ainda
Mediadora familiar · anos a acompanhar famílias em decisões difíceis

O espelho
Quem me procura não vem por causa de uma zanga. Vem porque há uma decisão concreta que já devia estar tomada. E diz-me coisas como:
Somos três irmãos e não conseguimos falar cinco minutos sem discutir.
Desde que o pai adoeceu, cada um puxa para o seu lado e ninguém decide nada.
Já decidimos separar-nos, mas não sabemos como dizer aos filhos depois de trinta anos casados.
Adiamos há dois anos a decisão sobre a casa porque cada conversa acaba mal.
Eu queria só que falássemos como pessoas civilizadas, sem levantar a voz.
Se alguma destas frases podia ter sido dita na sua família, continue a ler. Não é preciso que os outros estejam de acordo para dar o primeiro passo.
Não é falta de amor
Uma família consegue jantar junta trinta anos e não conseguir decidir quem trata do pai. Não é contradição. As conversas de família têm décadas de história por baixo: quem foi sempre o responsável, quem se foi embora, quem ficou. Quando a decisão aparece, aparece a história toda com ela.
E as decisões que mais pesam depois dos 50 são exactamente as que ninguém ensinou a tomar em conjunto: os cuidados dos pais, uma casa que é de todos, uma separação que tem de ser contada aos filhos adultos. Não há um chefe. Não há regras. Cada tentativa começa com boa vontade e acaba com alguém a sair da sala.
Uma pessoa neutra na sala não resolve a história. Muda uma coisa só: faz com que a conversa tenha princípio, meio e fim, e que o fim seja uma decisão que todos assinaram por baixo.
Quase sempre é. Quem marca a primeira conversa é uma pessoa, não a família. A primeira conversa é só consigo, para perceber a situação e decidir, com calma, se e como convidar os outros. Ninguém é chamado sem estar preparado, e ninguém é obrigado a nada.
O custo de continuar a adiar
As decisões de família adiadas não ficam paradas. Tomam-se sozinhas, da pior forma. A casa fica fechada dois anos a pagar IMI, condomínio e a perder valor. Os cuidados do pai ficam nas costas de quem mora mais perto, até essa pessoa não aguentar. Os filhos adultos percebem que os pais se vão separar muito antes de lhes ser dito, e ficam com a versão que ouviram por acaso.
E quando uma decisão não é tomada em conjunto, alguém acaba por a tomar por todos. É nesse momento que a família se parte, não pela decisão em si, mas pela forma como foi tomada.
Quem me procura costuma ter isto adiado há um a três anos. A pergunta não é se a decisão vai ter de ser tomada. É se vai ser tomada com todos à mesa ou sem eles.
Contra-narrativa
«Os outros nunca vão aceitar falar com uma pessoa de fora.»
Aceitam mais do que se pensa, porque a proposta não é «vamos a terapia», é «vamos decidir a casa de uma vez, com alguém que não é de nenhum lado». A maior parte das famílias que acompanho começou com uma só pessoa a marcar. O convite aos outros trabalha-se comigo, com as palavras certas.
«Isto resolve-se entre nós. Trazer alguém de fora é admitir que a família não funciona.»
Uma família que precisa de ajuda para decidir a casa dos pais é uma família normal. O que não é normal é passar dois anos sem decidir. Não há vergonha em precisar de uma mesa, há custo em não a ter.
«Se for para envolver alguém de fora, então é advogado e tribunal.»
O tribunal decide por vocês e leva anos. A mediação faz-vos decidir a vocês, em semanas, e o que sai dela é um acordo escrito que os dois lados construíram, e que pode servir de base ao que for preciso formalizar depois. É o passo antes, não o passo depois.

Isabel Bordalo Vicente
Mediadora Familiar
Quem sou
Isabel Bordalo Vicente · Mediadora familiar
Chamo-me Isabel Bordalo Vicente. Sou mediadora familiar e ajudo famílias a tomar as decisões que não conseguem tomar sozinhas: irmãos que têm de decidir sobre os pais ou sobre a casa de família, casais que se separam depois de muitos anos e querem fazê-lo sem destruir o que fica, famílias que adiam há anos uma conversa porque todas acabaram mal.
Não estou de nenhum lado. Não decido por ninguém. O meu trabalho é fazer com que a conversa que já tentaram ter dez vezes tenha, desta vez, princípio, meio e fim, e que o fim fique escrito.
Não prometo que voltem a ser próximos. Isso não depende de mim. Prometo o que sei entregar: uma decisão tomada em conjunto, que cada um consiga cumprir.
As credenciais e garantias que sustentam a minha prática incluem:
Como funciona
Um processo estruturado, online, em 3 a 6 sessões ao longo de 4 a 8 semanas. Não é terapia familiar, não é um tribunal, não é uma reunião de família com moderador. É um método para chegar a uma decisão concreta: a casa, os cuidados dos pais, a forma de contar a separação aos filhos, e deixá-la escrita.
Uma conversa individual com cada pessoa envolvida, em separado. Sem os outros a ouvir. É aqui que cada um diz o que de facto lhe pesa, e é aqui que se prepara o convite a quem ainda não aceitou.
Sessões conjuntas, online, com regras simples: uma pessoa de cada vez, uma decisão de cada vez, e alguém neutro a garantir que a conversa não sai da mesa. Quando a conversa aquece, é o meu trabalho baixá-la, não o vosso.
O que ficou decidido, quem faz o quê, até quando, e o que acontece se alguma coisa mudar. Escrito em linguagem normal, lido por todos, assinado por todos.
A decisão, as responsabilidades de cada um, os prazos. Mais: sessão de revisão aos 60/90 dias para ver se o acordo está a ser cumprido e ajustar o que for preciso.
Prova
Casos reais, anonimizados, com consentimento escrito. A decisão que estava adiada, há quanto tempo, e o que ficou escrito.
Foi a primeira vez em anos que saímos de uma conversa sem ninguém zangado.
Dissemos aos filhos juntos, na mesma sala, com as palavras que ensaiámos. Não foi bonito, mas foi digno.
Perguntas frequentes
A primeira conversa é só consigo. Nela percebemos a situação e preparamos, juntos, a forma de convidar os outros: o que dizer, quando, e o que responder ao «não». A maioria aceita quando o convite é para decidir uma coisa concreta, e não para «ir a terapia». Se mesmo assim alguém recusar, ainda há coisas que pode fazer, e falamos delas.
Conversa Inicial
2 minutos. Chego à conversa a saber que decisão está em cima da mesa.
Online, à hora que lhe der jeito.
Sai com uma leitura clara da situação e do próximo passo, incluindo como convidar os outros, se fizer sentido.